Destaque Noticia

À sombra das estrelas, Maicon vira operário de Muricy e ganha espaço


A tranquilidade que mostra ao falar, Maicon tem também dentro de campo. E quanta paciência precisou até receber a tão sonhada chance de finalmente se firmar no São Paulo. A serenidade também o ajudou a refletir e abandonar o sonho de ser um “camisa 10” requintado. Virou quase um segundo volante com a qualidade técnica que o futebol moderno exige. Virou um dos novos titulares desde a chegada de Muricy Ramalho.

– Estou muito feliz. O Muricy está me dando essa oportunidade e agora cabe a mim me dedicar para me manter. Jogar uma partida hoje e outra daqui duas semanas é complicado. Jogador precisa de sequência. Quero aproveitar da melhor maneira possível – afirmou.

Mas entender que mudar de função seria fundamental para a carreira deslanchar não foi fácil. Maicon cresceu no bairro carioca de Bangu como uma promessa no futsal. O futebol de campo era questão de tempo e veio com uma chance no Madureira. Titular em todas as categorias como o craque do time, virou profissional cedo e logo chamou a atenção dos grandes do estado. Com 19 anos, já estava no Fluminense.

Nas Laranjeiras, porém, a vida começou a dar dicas de que mudar seria necessário. A concorrência com Ramón, Roger e outros jogadores de nome impediu que o meio-campista deslanchasse. Sem brilho, voltou ao Madureira e de lá seguiu para um período no Botafogo. De novo, as estrelas estavam no caminho. Lúcio Flávio e Zé Roberto dominavam o meio de campo.

– Eu era muito novo e os clubes tinham jogadores de nome. Teoricamente, eram eles que jogariam sempre – recordou.

Foi na passagem de dois anos pelo Duisburg, da Alemanha, que Maicon entendeu o recado. Na marra, aprendeu a ajudar na marcação e a fazer uma função diferente daquela que aprendeu na adolescência. Na volta ao Brasil, se viu novamente em uma disputa acirrada por vagas no meio de campo e resolveu trocar de função.

– No Figueirense, tínhamos o Fernandes, que é ídolo do clube, e o Firmino, que hoje joga no Hoffenheim. Eu pensei que deveria jogar um pouco mais atrás. Deixei os dois brigando pela posição e cresci muito. Criei uma característica diferente. Você precisa ser o diferente. Se eu tivesse pensado assim antes, talvez, hoje estivesse em outro nível.

Mudança com Muricy

Maicon viveu situação muito semelhante no São Paulo. Entretanto, em uma proporção ainda maior. Jadson sempre foi considerado o “cérebro” da equipe. As portas se fecharam ainda mais quando Ganso foi contratado do Santos e aumentou a concorrência. Sem uma grande sequência, o jogador acabou não engrenando com Ney Franco e Paulo Autuori.

A chegada de Muricy Ramalho, contudo, mudou tudo. Maicon virou um segundo volante com liberdade para atacar e ajudar Jadson e Ganso. Mas sem esquecer da defesa. O sofrido aprendizado defensivo na Alemanha deu resultado. Nas três partidas em que atuou na função, o São Paulo não sofreu gols – o time foi vazado diante do Goiás, quando ele cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

– Não adianta só entrar em campo e jogar. Você tem de ver onde se dá melhor, fazer a leitura dos adversários. Hoje, só não jogo de primeiro volante, mas, se precisar, posso fazer essa função. Fiz três jogos com o Muricy e vou procurar dar o meu melhor para continuar na equipe.

Aos 28 anos, Maicon não quer perder a chance que tanto esperou. Dos tempos de craque no subúrbio carioca restou apenas a lembrança. É como um operário de Muricy que ele pretende, enfim, se firmar.

– É muito difícil chegar ao São Paulo. Tenho de valorizar o que tenho. Vou me empenhar ao máximo para não sair mais e ficar muito tempo aqui – finalizou o meia/volante, que tem contrato com o clube até 31 de dezembro de 2016.

Fonte:Ge

Faça parte de nossa rede. Curta nossa pagina no Facebook, clicando aqui!}

Destaque Noticia

Mais em Destaque Noticia

CBF admite erro da arbitragem na revisão de gol do São Paulo

saopauloadmin26 de novembro de 2020

Diniz não garante substituto de Brenner, mas afirma: “Confiança plena em quem entrar”

saopauloadmin25 de novembro de 2020

Apesar de empate frustrante, São Paulo atinge 12 jogos de invencibilidade e está perto de 3a maior marca em Brasileiros desde 2006

saopauloadmin23 de novembro de 2020

Ceni pede ao juiz para jogo acabar: “Meu time sem chance”

saopauloadmin19 de novembro de 2020

Vai ter festa no Morumbi! Quarta-feira às 19h00, recepção do ônibus tricolor

saopauloadmin16 de novembro de 2020

Rodrigo Nestor comemora estreia no São Paulo: ‘Sonhava desde criança’

saopauloadmin15 de novembro de 2020

Brenner foi aposta de Ceni no São Paulo aos 17 anos; hoje é carrasco

saopauloadmin12 de novembro de 2020

Diniz: O Flamengo poderia ter aproveitado, mas não aproveitaram as chances de erros nossos

saopauloadmin12 de novembro de 2020

“Não tem nada de kamikaze. Treinar o que a gente treina para poder sair jogando, é muito treino” afirma Diniz

saopauloadmin12 de novembro de 2020