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Após primeiro jogo do ano, São Paulo já tem um jogador pedindo passagem

A derrota por 2 a 1 para o Eintracht Frankfurt não é parâmetro para muita coisa, já que o São Paulo vinha de um período curtíssimo de treinos, obviamente insuficiente para uma equipe que acaba de voltar das férias, está cheia de caras novas e busca aplicar um estilo de jogo agressivo difícil de azeitar. Mesmo assim, já há um jogador pedindo passagem.

Liziero, volante de 20 anos, foi o melhor atleta são-paulino na partida. Ele integrou a equipe do segundo tempo, que também teve os experientes Nenê e Diego Souza como destaques positivos.

O único gol do Tricolor na partida, aliás, foi construído pelos três. Liziero foi agressivo na marcação, como Jardine pede, fez um desarme no meio de campo e saiu em disparada com a bola dominada até que chegasse a hora de acionar Diego Souza, que fez a assistência para Nenê marcar.

Ações como as de Liziero nesta jogada – e em várias outras – são fundamentais para uma equipe que se propõe a ser protagonista do jogo, para usar um termo bastante repetido pelo técnico do São Paulo. Jucilei e Hudson, os volantes titulares, não são habituados a executá-las. São bons marcadores, mas dificilmente quebram linhas ou chegam com qualidade na frente.

Até houve uma jogada no primeiro tempo em que tanto Jucilei quanto Hudson deram passes que furaram a defesa alemã e levaram o Tricolor adiante. No mesmo lance, Hudson foi para a área para tentar concluir o cruzamento de Helinho, algo repetido minutos depois em uma bola alçada por Reinaldo. Era muito difícil vê-lo tão avançado com Diego Aguirre, mas com Jardine já se tornou comum. O problema é que falta cacoete.

Com Liziero na vaga de um dos dois titulares, Hernanes ganharia um grande aliado na construção das jogadas e a equipe provavelmente não perderia poder de marcação. É uma alteração que parece inevitável.


Nenê, com um posicionamento diferente, mais aberto pela direita, também pedirá passagem se mantiver o nível nas próximas partidas. O mesmo se aplica a Diego Souza, mais eficiente no pivô do que Pablo, que começou jogando. Neste caso, é provável que Jardine ainda procure uma maneira de usá-los juntos.

No time que jogou o primeiro tempo, a melhor notícia foi Helinho. Participativo, corajoso e inteligente com ou sem a bola no pé, o garoto mostrou que venderá caro sua vaga de titular.

O “time A” do Tricolor teve Tiago Volpi, Bruno Peres, Arboleda, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Hernanes; Helinho, Everton e Pablo. O “time B” jogou com Jean, Igor Vinícius, Lucas Kal, Bruno Alves e Léo Pelé; Willian Farias, Araruna e Liziero; Nenê, Everton Felipe e Diego Souza.

Fonte: Lance

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