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Com semanas livres e reforços, São Paulo de Dorival renasce no Brasileirão

Tempo para trabalhar e chegada de reforços: assim é possível explicar a reação do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

Após passar 14 rodadas na zona de rebaixamento, o time comandado por Dorival Júnior conseguiu reagir e chegar à última rodada da competição como o segundo melhor time do segundo turno, o que valeu uma vaga na Sul-Americana – a chance de classificação para a Libertadores é remota.

Esses fatores também ajudam a explicar a diferença de rendimento do Tricolor nas mãos de Rogério Ceni e de Dorival. O primeiro, nas 11 rodadas iniciais do Brasileiro, teve apenas três semanas cheias para trabalhar. No mais, houve partidas em todos os meios de semana.

Nesse período, os números do São Paulo obteve três vitórias, dois empates e seis derrotas, com aproveitamento de 33,3%.

Vale lembrar que, no início de Brasileirão, o São Paulo estava enfraquecido. Thiago Mendes e Luiz Araújo tinham sido negociados com o Lille, da França.

A saída do atacante velocista complicou as coisas para Ceni. Ele apostava em um jogo agressivo ofensivamente, com posse de bola e marcação alta. O ídolo usava muito os pontas nesse estilo de jogo.

Àquela altura, buscava meios de fazer o time jogar sem David Neres, vendido no começo do ano para o Ajax, da Holanda.Logo depois, o capitão Maicon seguiu para o Galatasaray.

Muitas peças foram contratadas no meio do ano. Petros, por exemplo, estreou ainda com Ceni, na partida contra o Fluminense, com menos de uma semana no clube. Com a derrota para o Flamengo por 2 a 0, o treinador acabou sendo demitido. No dia 5 de julho, Dorival Júnior era anunciado como novo treinador no CT da Barra Funda.

Ainda durante a negociação com o São Paulo, Dorival deixou claro para o diretor de futebol Vinicius Pinotti o seguinte: o time levaria tempo para reagir, pois não teria semanas cheias para treinar. Ele adiantou que provavelmente o Tricolor carregaria a campanha ruim até o fim do primeiro turno e pediu que não houvesse desespero.

Dorival assumiu o time na 13ª rodada, contra o Atlético-GO. O time era o 17º colocado. Até o fim do primeiro turno, o São Paulo disputaria sete partidas.

O período com mais tempo para treinar ocorreu entre os jogos contra Grêmio (disputado numa segunda-feira, 24/08) e Botafogo (sábado, 29/08): quatro dias para treinar (veja na tabela abaixo).


No mais, foram partidas com intervalo de três dias. O desempenho: duas vitórias, dois empates e três derrotas. O aproveitamento subiu para 38,09%. E o Tricolor terminou a primeira metade do campeonato na 17ª posição, mesma colocação de quando Dorival estreou.

início do segundo turno. Como havia sido eliminado precocemente da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, o São Paulo de Dorival teve sete semanas livres no CT da Barra Funda, com jogos apenas aos sábados ou domingos.

Foi justamente nesse período que o time se encontrou. Os reforços deram liga, o Tricolor cresceu taticamente e, aos poucos, os resultados foram aparecendo. Foram três vitórias, dois empates e duas derrotas.

rumbi, na 26ª rodada, a equipe deixaria a zona de rebaixamento, assumindo a 14ª colocação. Voltaria ao grupo dos piores na partida seguinte, após perder para o Atlético-MG por 1 a 0. Mas, ao ganhar do Atlético-PR por 2 a 1, sairia de vez do Z-4 da competição –

No total, foram 1 semanas cheias. Nas primeiras sete que Dorival teve para trabalhar alguns fatores precisam ser ressaltados:

A entrada de Hernanes mudou a cara da equipe. O Profeta, que retornou de maneira surpreendente, virou o comandante dentro e fora de campo. Capitão, tornou-se o dono das bolas paradas e foi importante também na armação das jogadas ofensivas, já que passou a atuar mais avançado, ao contrário de sua primeira passagem, quando era um volante.

Arboleda, que nem chegou a jogar com Rogério Ceni, tornou-se um dos pilares da defesa. Na lateral-esquerda, Edimar entrou e melhorou a qualidade da marcação no setor, já que Júnior Tavares, era muito ofensivo e tinha dificuldades no combate.

A entrada de Éder Militão na lateral-direita acabou com os problemas do setor, já que Bruno e Buffarini não vinham agradando.

O trabalho feito na última linha defensiva fez o time ficar menos exposto.

No meio-campo, Petros e Jucilei formaram uma grande dupla e se tornaram protagonistas.
No ataque, Marcos Guilherme, entrou como titular no início do segundo turno, contra o Cruzeiro e não saiu mais. Rapidamente, caiu nas graças do torcedor e do técnico Dorival Júnior.

Após um breve período de duas semanas com partidas no meio e fins de semana, Dorival Júnior voltou a ter intervalos de sete dias para preparar a equipe, que seguiu crescendo na competição. A trinca de vitórias sobre Flamengo (2 x 0), Santos (2 x 1) e Atlético-GO (1 x 0) mostrou outros traços interessantes na equipe tricolor:

Lucas Pratto voltou a marcar gols e também deu assistência.

Cueva juntou-se a Hernanes e formou uma dupla de respeito na armação. Com liberdade para flutuar no meio-campo, o jogador recuperou o bom futebol do primeiro semestre e voltou a ser aplaudido pelo torcedor.

As vitórias fizeram o São Paulo chegar até a sonhar com uma vaga na Libertadores, mas os insucessos nas rodadas seguintes (empates contra Chapecoense, Vasco e Botafogo e derrota para o Grêmio) tornaram o objetivo mais complicado.

Se bem que, em relação a objetivo, o de fugir do rebaixamento foi alcançado com folga…

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