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Daniel Alves cobra união contra racismo, e Grafite diz que política do futebol atrapalha ativismo

Convidados de um dos painéis desta quarta-feira do World Football Summit (WFS), evento organizado pelo ex-jogador Ronaldo, o lateral-direito Daniel Alves, do São Paulo, e o ex-atacante Grafite, comentarista do SporTV , debateram sobre ativismo de jogadores no futebol atualmente. Sob a mediação da apresentadora Glenda Koslowski em transmissão de vídeo, deram suas opiniões sobre como os atletas podem se posicionar contra racismo e outros preconceitos para ajudar na conscientização do meio.

O lateral cobrou dos organizadores do futebol brasileiro uma posição mais firme com quem comete atos de racismo.

– Sinto falta de uma união das federações no Brasil.

“Precisam deixar de ser egoístas, pensando nelas e nos benefícios que o esporte pode trazer, e começar a pensar naqueles que eles estão representando”

– Deveria se fazer valer todo o poder que o esporte tem – afirmou.

Grafite destacou a dificuldade que os jogadores têm para organizarem ações coletivas contra o racismo ou a favor de outras causas.

– É difícil se posicionar em um esporte que não é individual. O futebol é uma coisa muito política, é difícil para os jogadores se reunirem e realizarem um evento.

– O futebol tem aquela parte política que limita os jogadores de tomar partido fora do campo – criticou.

Grafite foi vítima de ofensas racistas do zagueiro argentino Leandro Desábato em jogo do São Paulo contra o Quimes, pela Copa Libertadores, em 2005. O adversário foi preso, mas depois liberado. Para o ex-atacante, hoje em dia, com a carreira consolidada, acha mais fácil tomar posição.


– Quando você é um jogador consagrado, é mais fácil para nós nos posicionarmos. Mas para aqueles que estão começando e ainda não têm um nome, é difícil. Estou falando dentro do futebol, em outros esportes eu não tenho conhecimento. Agora, com os movimentos que ocorreram ao redor do mundo, a luta contra o racismo vai ser mais igualitária.

Em 2014, Daniel Alves comeu uma banana atirada em campo durante jogo do Barcelona contra o Villarreal. Seis anos depois, disse que vai continuar se posicionando contra o que for quando bem entender.

– Continuarei incentivando grande parte da união dos povos, dos atletas. Tomo uma posição quando tenho que tomar uma posição, quando tenho que expressar minha opinião. É uma questão mundial, todos têm que se unir, fazer uma defesa – disse.

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