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Diniz revela como iniciou o processo de recuperação do atacante Brenner

O técnico do São Paulo, Fernando Diniz, foi o convidado de ontem (2) do programa ‘Bem, Amigos’ e falou sobre diversos temas como ser treinador no Brasil, o ressurgimento de Brenner no Tricolor e a vitória sobre o Flamengo por 4×1 pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã.

Confira abaixo o que disse o treinador do São Paulo:

Sobre a pressão imposta aos treinadores no Brasil

Para Diniz, a pressão imposta sobre os treinadores no Brasil se faz muito mais sobre resultados do que desempenho o que acaba fazendo com que o futebol no país não caminhe adiante.

“Aqui em seis dias eu não servia mais. Ontem a gente ganhou de 4 a 1 do Flamengo e hoje devo estar servindo. Isso para o modelo do Brasil a gente não vai caminhar para lugar nenhum”, afirmou o treinador.

“O julgamento que se faz e todo mundo faz uma pressão exagerada é que em seis dias aquilo que era bom deixa de ser bom. Assim como eu entendo perfeitamente com as palavras do Dome ontem que um time que tinha 12 partidas invictas, com nove vitórias, sofre um revés contra o São Paulo e todas as perguntas são negativas, questionando tudo, o sistema defensivo… Aconteceu com ele, já aconteceu comigo, vai acontecer com outros”.

E completou: “Fica uma pressão exagerada, que passa para o torcedor e não faz parte da realidade. Ontem jogamos bem, tivemos méritos, mas o Flamengo perdeu pênalti, bola na trave, uma outra chance de gol. O jogo contra o Inter, por exemplo, a gente chutou 19 vezes, o Inter quatro, e o jogo terminou 1 a 1. Aquele desempenho do Inter foi condizente com ontem. O futebol então não se explica com o resultado final da partida. Da mesma forma que o Flamengo ganhou de 5 a 1 do Corinthians não refletiu totalmente o que foi o jogo. Eu assisti esse jogo para analisar o que tinha que fazer no jogo de ontem. Enquanto a gente ficar insistindo em pegar o resultado do jogo e justificar o resultado para fazer todas as análises a gente vai continuar patinando aqui”.

A boa fase de Brenner

Diniz comentou sobre a pressão que os jovens jogadores recebem desde cedo para apresentarem um bom futebol.

“A gente tem ilusão que o jogador que chega com 13, 14 anos, como o Brenner, vai ser a solução. Mas a base tem muito pouco da parte humana. Os jogadores vão para escola para passar de ano. Já nas categorias de base ele tem que dar retorno para alguém, tem que jogar bem para agradar empresário, mãe, pai… Ele sempre está pressionado para poder ser aceito. Para o ser-humano isso é muito ruim”.

Em grande fase e na posição de artilheiro do time no ano, Brenner também foi tema da conversa até mesmo já citado na fala acima. Fernando Diniz disse que quando chegou no São Paulo pediu o retorno do atleta que estava por empréstimo no Fluminense.

“Na minha função de técnico, o que mais gosto é poder promover um bem-estar às pessoas que trabalham comigo, principalmente os jogadores. O Brenner é um jogador que chegou com 13 anos no São Paulo. Um menino que chorou muito em Cotia. Agora está batendo cabeça desde que subiu com 17 anos e a gente acha que ele vai resolver todos os problemas do clube. O Brenner estava quase indo para o quarto ano sem jogar. E não foi uma conversa que tive com o Brenner, foram várias conversas. Levei ele para o Fluminense a custo zero. Lá começamos nossa relação de aproximação”.

“Quando cheguei no São Paulo pedi para ele voltar. Eu fui convencendo o Brenner que ele precisava mudar, precisava encarar o futebol com seriedade, porque futebol ele tem muito para dar. Hoje ele é muito mais solidário, mais responsável, disciplinado, gosta de ajudar o outro. São características humanas, eu não ensinei o Brenner a jogar futebol. Pouco falo para ele de posicionamento, ele ele que me dá soluções com os gols que faz. No nosso time, do jeito que proponho futebol, aquele que tem essa capacidade de ajudar, de ser solidários se entregar pelo time acaba sendo beneficiado”.


Mudanças e evolução do time

O volante Luan, também formado na base do São Paulo, retornou à equipe titular no jogo contra o Atlético Goianiense no dia 07 de outubro e desde então permaneceu no time. O treinador falou sobre essa decisão.

“Eu acho que eu preparei o Luan durante um bom tempo. O Luan, acho que vocês devem reconhecer, é um jogador completamente diferente daquele do ano passado. É um jogador que foi limitado a fazer um tipo de jogo que, para a carreira dele, seria muito suficiente para alçar voos mais altos. Durante esse tempo, ele foi treinando, foi melhorando, sempre esteve à disposição, entrou em muitos jogos”.

Ainda disse: “O time estava jogando muito bem com o Tchê Tchê de primeiro volante, principalmente antes da pandemia. Depois da pandemia, virou uma loucura, o São Paulo teve que praticamente remontar o time. O nível de atuação do Luan nos treinamentos estava cada vez melhor, mais solto. Ele é um jogador que marca, como sempre marcou, mas hoje está mais bem posicionado e consegue ser um dos articuladores do time. Acho que coloquei o Luan no momento certo, nem demorei para colocar e nem esperei demais. Faz parte da melhoria do time sim a entrada dele, mas foi no momento certo”.

Também comentou sobre a sua relação com os garotos que fazem parte do elenco são-paulino e de como o clube aproveita os seus atletas formados na base.

“De maneira geral, acho que os garotos estão mais abertos, frescos, estão chegando. Mas os jogadores, quando percebem que o discurso é franco e tem conteúdo e firmeza, eles vão entendendo. Quando eu chego em um time como o São Paulo, eu tenho muito cuidado para contratar jogador. Quase sempre esses times tem categorias de base muito fortes. Eu costumo dar um tempo para ver os jogadores que temos no elenco, ver como estão esses meninos da base. E o São Paulo, se não for a melhor categoria de base, é uma das melhores, e consegue abastecer o profissional de uma forma muito singular. Essa simpatia que eu criei com os garotos foi muito instantânea, embora no começo do meu trabalho poucos estivessem jogando como titulares”.

“Com o decorrer do tempo, os jogadores foram ganhando mais clareza das ideias que eu tinha, foram ganhando coragem e consistência. É um processo natural, a tendência é que quando eles conseguirem assumir uma posição de titular, vai ter um crescimento não só dos jogadores, mas do time como um todo. Assim que se assume a titularidade, a tendência é de crescimento. Eles estão no início de suas carreiras, vão estão crescendo fisicamente, ganhando personalidade”.

O São Paulo tem mais um desafio pela frente na quarta-feira (4), quando recebe o Lanús no Morumbi pela segunda partida da segunda fase da Copa Sul-Americana. O Tricolor precisa vencer com um gol de diferença para avançar às oitavas de final do torneio.

Já no Campeonato Brasileiro, enfrenta o Goiás no sábado (7), às 19h, estando atualmente na 5ª colocação da tabela de classificação com 30 pontos e três jogos a menos que o atual líder da competição, o Internacional, que tem 35.

Com isso, caso o São Paulo vença as três partidas adiadas contra Goiás, Botafogo e Ceará termina o primeiro turno como líder do Brasileirão.

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