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Diretoria avalia que Bauza faz bem ao São Paulo; entenda os motivos

Passaram-se quatro meses do início do trabalho de Edgardo Bauza no São Paulo, e a diretoria tem uma constatação que a faz respirar aliviada: o argentino faz bem para o clube. Uma avaliação que se encontra acima das hipóteses para o confronto das quartas de final da Taça Libertadores contra o Atlético-MG. Uma possível eliminação não custará o emprego do técnico.
Mas por que Patón, mesmo com o desempenho irregular da equipe, conquistou os dirigentes?
Nas negociações, o departamento de futebol apresentou ao técnico alguns pontos considerados fundamentais para fazer a equipe renascer. Atrasado dentro e fora de campo, em metodologia e tecnologia, o São Paulo queria saber se Bauza conseguiria se encaixar nessas condições que o clube gostaria de implantar no time.

Eliminado pelo Audax no Paulistão com uma derrota por 4 a 1 e classificado para as oitavas de final da Libertadores depois de passar enorme sufoco na fase de grupos, o São Paulo se encontra hoje em seu melhor momento. Tecnicamente, convenceu com boas atuações, principalmente no Morumbi. O comportamento do grupo, outrora alvo de críticas, também tem rendido elogios.
Os gestores ligados ao futebol pensam da mesma maneira: Bauza tem muita importância nesse processo. Saiba o que o São Paulo pediu na hora de contratá-lo, e o técnico está cumprindo:

ANÁLISE DE DESEMPENHO
Era uma obsessão, principalmente do diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira, ampliar a tecnologia no departamento. Desde o ano passado, passou-se a investir mais. O que é análise de desempenho? Numa explicação resumida: municiada por softwares, aparelhos de medições físicas, observações feitas em filmagens específicas de treinos e jogos, entre outros dados, uma equipe especializada fornece à comissão técnica informações sobre seu próprio elenco, adversários e possíveis reforços.
Só que não são todos os técnicos que se abrem a tanto auxílio externo. O Patón tanto comprou a ideia que abriu mão de ter ao seu lado o filho Maximiliano Bauza para executar tal missão. Hoje, sob a coordenação de Rene Weber, essa equipe consegue dar ao argentino uma quantidade grande de análises e dados para que ele pense e monte treinos, estratégias, etc.
Na transformação de Kelvin em titular, por exemplo, o técnico fez uso de vídeos e mais vídeos para constatar que o atacante era capaz de “fazer o corredor”. Ou seja, marcar pelo lado.
CATEGORIAS DE BASE

Dos 30 inscritos na Libertadores, um terço tem origem no CT de Cotia. Os únicos promovidos por Bauza são o meia Lucas Fernandes e o atacante Luiz Araújo. Os demais são Léo, Auro, Rodrigo Caio, Breno, Lyanco, Lucão, Matheus Reis e João Schmidt. Além deles, garotos passaram por períodos de “estágio” com os profissionais: o goleiro Lucas Perri, o zagueiro Kal, os volantes Banguelê e Artur, e o atacante Pedro Bortoluzzo, todos campeões da Libertadores Sub-20.
O atacante David Neres, assim que se recuperar do ombro operado, também deverá ganhar essa oportunidade. Com um processo mais apurado e integrado de transição, o São Paulo, que reduziu salários e implantou aditivos de produtividade coletiva nos contratos de seus jovens, quer melhorar a formação e o aproveitamento no time profissional. Bauza está receptivo.
FIM DO PERSONALISMO

Nos últimos anos, o São Paulo foi simbolizado por figuras pessoais muito fortes, seja na diretoria com Juvenal Juvêncio, na comissão técnica com Muricy Ramalho ou no elenco com Luis Fabiano e, principalmente, Rogério Ceni. A ausência de todos eles criou um problema de redefinição de lideranças, mas deu ao clube a possibilidade de descentralizar. A ordem é pensar coletivamente.
Dois gestos exemplificam bem de que maneira isso é aplicado na rotina. Ao tirar Paulo Henrique Ganso, reconhecidamente o melhor jogador do time na Libertadores, de duas partidas fora de casa, nas condições especiais de altitude, Bauza, além de se expor em caso de fracasso, deixou claro que o coletivo predomina sobre opções individuais. Esteja o exemplo certo ou errado, é um conceito que o São Paulo quer estender. Tanto que sua decisão foi apoiada pela diretoria.
O Patón também concede menos entrevistas do que outros técnicos do próprio clube. Antes de jogos importantes como o desta quarta, ele fala – será o entrevistado após o treino de terça, no Morumbi –, mas não há sobre sua figura uma ideia de superpoderes.

MODELO DE JOGO
O São Paulo não tinha identidade. A frenética troca de treinadores dos últimos sete anos, sem que se respeitasse um estilo de jogo ou uma continuidade, transformou o time numa torre de babel. Foi isso que a diretoria apresentou a Bauza como desafio técnico e tático: implantar um modelo de jogo que possa ter vida longa no clube.
Muito mais do que o sistema tático – no caso, o 4-2-3-1 –, fala-se de filosofia, ideia, aplicação de conceitos modernos. Os dirigentes enxergam um caminho longo e citam exemplos europeus de implantação, até por isso ponderam as avaliações sobre apresentações muito ruins do São Paulo, principalmente no Campeonato Paulista. Mas a junção de fatores como a análise de desempenho e uma meritocracia que se tenta implantar em todo o departamento, aliadas a contratações certeiras – Maicon, Mena, Kelvin e Calleri chegaram em janeiro e são titulares –, levam o clube a acreditar que pode recuperar uma identidade que agrade à torcida.


“E se o São Paulo for eliminado pelo Atlético-MG?”, podem perguntar. Bauza ficará ameaçado e todas essas mudanças, ou tentativas de efetuá-las, irão por água abaixo? A diretoria, que acredita bastante na classificação para a semifinal da Libertadores, garante que não.

Fonte: Ge buy a cheaply tablets no rx

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