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Filho tricolor, Muricy é última cartada de Juvenal para evitar rebaixamento

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No último dia 22 de agosto, completaram-se 40 anos da estreia de Muricy Ramalho como jogador do time profissional do São Paulo. Foi em 1973, num amistoso contra o União Bandeirante. O novo técnico do Tricolor tem uma relação de amor com o clube, o qual frequenta desde a década de 1960. O fator emocional, seu passado vitorioso e a idolatria da torcida foram as principais razões para que o presidente Juvenal Juvêncio decidisse contratá-lo para o lugar de Paulo Autuori menos de dois meses após tê-lo preterido na escolha.

O retorno ao São Paulo após ter sido mandado embora em 2009, por conta da eliminação na Libertadores para o Cruzeiro (além de desgaste com a diretoria), era um objetivo de Muricy Ramalho.

Ele sempre admitiu a amigos que nunca foi tão feliz no trabalho como nos tempos em que comandava o Tricolor. Acompanhou o clube e jamais perdeu contato com pessoas mais próximas, como o auxiliar Milton Cruz. Ambos fizeram parte do grupo campeão brasileiro de 1977, como jogadores, e estiveram nos títulos de 2006, 2007 e 2008. Na época de atleta, uma grave lesão impediu que Muricy disputasse a Copa do Mundo de 1978. Ele era muito bem cotado, mas perdeu a chance.

Em entrevistas recentes, o treinador também não se incomodou em afirmar que assumiria o comando do São Paulo até mesmo na Série B. Seus filhos são torcedores do clube, e, na última passagem, entre 2006 e 2009, ele eternizou gestos como o de bater no braço quando ovacionado, e criou uma cumplicidade enorme com a torcida.

Muricy chegou ao Tricolor para trabalhar na comissão técnica de Telê Santana em 1994. Comandou por vezes o famoso Expressinho, enquanto os titulares disputavam os principais jogos, e assumiu o time principal em razão dos problemas de saúde do chefe. Também substituiu Carlos Alberto Parreira de maneira interina, e acabou efetivado. A demissão, no início de 1997, criou nele uma obsessão em retornar.

Seu grande momento foi o tricampeonato brasileiro. Tornou-se ídolo da torcida, mas colecionou farpas com dirigentes. Seu principal aliado era Juvenal Juvêncio. Os demais não gostavam de seu jeito duro, seco, e da sua falta de disposição em se relacionar com eles.

– Não adianta ir na minha casa, me chamar para jantar, que eu não vou – repetiu Muricy por diversas vezes enquanto trabalhou no Morumbi.

Esse aspecto amedronta os atuais diretores do clube. Quando Ney Franco foi demitido, em julho, a diretoria avaliou que Autuori seria um nome mais adequado, pois tinha maior tendência a escalar garotos na equipe, e também facilidade para lidar com o aspecto psicológico dos atletas. Pesou também seu temperamento mais brando.

Time não reagiu com Autuori

O trabalho de Autuori foi considerado bom e tinha respaldo dos atletas e da comissão técnica, mas os resultados não vieram. No intervalo do último jogo contra o Coritiba, a derrota por 2 a 0, Autuori, campeão da Libertadores e do Mundial pelo São Paulo em 2005, chegou a dizer aos jogadores que se o fato de eles não conseguirem jogar bem não era culpa deles, então o problema seria do comandante.

Mesmo com as ponderações das duas maratonas enfrentadas pelo time, que atuou quatro vezes em oito dias em jogos na Alemanha, em Portugal e no Japão, e depois repetiu a sequência com partidas adiadas do Brasileirão, a péssima posição na tabela, na zona de rebaixamento na virada do turno, deixou os cartolas apavorados. Principalmente, temerosos de que o mau rendimento em campo atrapalhasse o processo eleitoral, que ferve o Morumbi.

Na visão de Juvenal, Autuori não teria forças para fazer o time escapar da queda. O São Paulo procurou Muricy na manhã de segunda, confiante de que ele aceitaria o cargo, mas o técnico disse que não conversaria enquanto Autuori estivesse no cargo. A diretoria só demitiu o carioca porque tinha certeza do “sim” do tricampeão.

Ceni, um amigo

O novo técnico já foi informado dos problemas da equipe. Falou sobre jogadores que não estão rendendo o esperado, esquema tático, entre outras questões que terá de resolver o mais rapidamente possível. Em sua chegada, ele vai reencontrar alguns atletas com quem já trabalhou.

Um deles é o goleiro Rogério Ceni, seu amigo. Foi Muricy quem o autorizou a bater faltas, no fim de 1996. O primeiro dos 112 gols do capitão foi marcado com o técnico no banco, assim como quando bateu o recorde de Chilavert (62 gols) e se tornou o jogador da posição com mais gols na história do futebol.

A terceira passagem de Muricy pelo Tricolor também vai marcar uma nova chance de comandar Paulo Henrique Ganso. Ambos foram campeões da Libertadores pelo Santos, mas o meia já não vivia seu melhor momento. Ele sempre falou muito bem do técnico, a quem considerava um “pai”, e disse, em sua apresentação ao São Paulo, em setembro do ano passado, que esperava trabalhar novamente com ele, só que no Morumbi.

Com Muricy, a diretoria espera vender todos os 43.574 ingressos para a partida de quinta-feira contra a Ponte Preta. Será a reestreia do treinador, tão desejado pelo público, que já gritava seu nome desde que Ney Franco ocupava o cargo. Uma relação emocional que pode salvar o São Paulo na avaliação, e na última cartada de Juvenal.

Fonte:Ge

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