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Idolatria, sufoco e vitória: Muricy volta, iguala mestre e fala em adeus


Muricy Ramalho chega esbaforido à sala de imprensa do Morumbi, perguntando pelo assessor. Não pelo nome, mas pelo apelido. Prova de que se sente em casa, de volta ao clube do seu coração.

– Cadê o “nariz” (Juca Pacheco)? Cadê minha água?! Se eu perco o jogo, tô morto!

Ao velho estilo, o técnico apareceu para falar sobre a apertada vitória contra a Ponte Preta. Suada, mas confortante. Dessas que enchem de esperança. E de confiança. O time tricolor permanece na zona do rebaixamento. Mas agora pulsa, vibra, sofre, comemora. Agora, tem Muricy.

Na entrevista após o jogo, o técnico voltou a falar do carinho que tem pelo torcedor tricolor. Falou com satisfação de um igualar uma marca de seu mestre Telê Santana. E falou até em encerrar a carreira no clube. Mas tudo isso deixando claro, porém, que seu principal objetivo é salvar o São Paulo no Campeonato Brasileiro.

O 198º triunfo como técnico do clube colocou Muricy em igualdade com ninguém menos que Telê Santana. Agora, mestre e discípulo dividem o terceiro lugar entre os comandantes mais vitoriosos da história são-paulina, perdendo apenas para José Poy (213) e Vicente Feola (299).

– Isso é surpresa para mim, nem tinha ideia. Igualar o Telê em alguma coisa é um absurdo. Ele é o melhor de todos os tempos, um ídolo. Isso é uma coisa que dá para imaginar. Mas estou muito longe do que foi o Telê – afirmou.

Muricy não foi Muricy durante o jogo. Os gritos vindos das arquibancadas assim que pisou no gramado valiam por um gol em uma decisão ou um craque sendo apresentado. Rogério Ceni e Luis Fabiano, sempre tão aclamados, desta vez ficaram em segundo plano. O técnico agradeceu, bateu no peito como de costume, mas trocou a euforia por um semblante mais calmo no banco de reservas.

Parecia saber que gesticular demais poderia enervar ainda mais um time tão abalado e ávido por vencer novamente. Superar a Macaca em casa era obrigação para quem sonha escapar da degola. Os jogadores sentiram. Entre algumas orientações sem tom de bronca, a equipe controlou o duelo, criou chances, mas parou na inspiração do goleiro Roberto.

O alívio viria aos dois minutos do segundo tempo, com belo passe de Ganso e o “biquinho” de Luis Fabiano na bola. Muricy vibrou, abraçou, apontou para a torcida e…voltou a sofrer. O São Paulo não engrenou. Desperdiçou os contra-ataques que dariam tranquilidade e enervou o treinador no banco de reservas nos minutos finais.

A Ponte quase empatou. Quase mesmo, com uma cabeçada que Rogério Ceni tirou do canto direito com os olhos. Brilhou também a estrela de um técnico tricampeão nacional. Que tem a cara do clube e da torcida, agora o ovacionando na saída do gramado. Sinal da cruz feito, mão erguida para agradecer e alívio.

Com cerveja, churrasco e descanso, o período de férias no sítio em Ibiúna desde a saída do Santos fez bem a Muricy. Está mais leve, solto, menos ranzinza, como resumiu o vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes. Acostumado a brigar por títulos, ele tem, na salvação do Tricolor, um dos maiores desafios da carreira – que pode acabar justamente no São Paulo.

– Tomara (que a aposentadoria seja no São Paulo). Na época, tínhamos a intenção de bater o recorde ou acompanhar o Telê. Eu era o cara escolhido a ficar cinco anos. Cheguei perto, com três anos e meio. Voltei agora pelo apelo da torcida, não pelo contrato, não é um baita contrato. Se fosse analisar friamente pela minha carreira, não teria aceitado. Mas, quando o telefone tocou, não deu para falar não. Se demorei todo esse tempo para voltar é porque ainda tenho alguma coisa de bom para fazer aqui.

Fonte:Ge

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