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Ney Franco não aparece no sábado e fica mal visto pelo grupo

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Ney Franco não esteve no CT da Barra Funda no sábado. E sua ausência, que fez com que o trabalho fosse orientado exclusivamente pelo auxiliar Éder Bastos, foi mal vista pelo elenco são-paulino. Principalmente porque três dias antes, após a derrota para o Goiás, ele havia dito não ser o problema dos insucessos recentes do time.

Um importante atleta do grupo, que já entrou em atrito público com o treinador no passado, chegou a dizer ironicamente, na presença daGE.net, que também não iria ao trabalho nesta terça-feira, quando a delegação treina pela manhã e, em seguida, viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio.

O clube diz que Ney Franco não faltou, mas sim foi liberado pelo diretor de futebol, Adalberto Baptista, o qual dedicou a maior parte do fim de semana à terceira etapa da Porsche Cup, em Interlagos – além dos treinos de quinta e sexta-feira, ele participou de duas corridas no autódromo da capital paulista, entre a manhã e a tarde de sábado.

Na volta ao trabalho, na segunda-feira à tarde, Ney Franco fez questão de passar as primeiras orientações aos jogadores, em trabalho coletivo realizado em campo inteiro. O treinador deu atenção especial ao quarteto ofensivo e ao posicionamento defensivo nas jogadas de bola parada. Na parte final da movimentação, como de costume, Éder Bastos reassumiu o comando.

Mais brincalhão do que seu parceiro no dia a dia, o assistente, porém, também não é do agrado de todos no clube. É visto por alguns como muito exigente e, por outros, como nem um pouco engraçado. Na segunda, foi ignorado ao fazer uma piada com os atletas que, até então, riam entre eles no cabeleireiro do CT.

Pouco antes, Ney Franco e Adalberto conversaram rapidamente do lado de fora da sala da diretoria de futebol. O papo foi interrompido algumas vezes pela passagem de atletas recém-chegados, como o lateral esquerdo Reinaldo e jovens promovidos há pouco das divisões de base. O dirigente é um dos principais defensores da continuidade do treinador.

Na semana passada, em meio aos pedidos da torcida pelo retorno de Muricy Ramalho, técnico tricampeão brasileiro pelo clube e que acabou de ser demitido do Santos, o atual comandante são-paulino mostrou confiança em seguir à frente da equipe até o fim do contrato, em dezembro.

“Se sentir que estou impedindo o sucesso do time, sou o primeiro a pedir o boné, não quero atrapalhar. Mas acho que treinador não é o problema”, opinou, pouco antes de lembrar: “Meu trabalho é estar próximo aos jogadores e reverter essa situação”.

 

Fonte: GE.net} else {

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