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Reinaldo é o lateral esquerdo mais cobiçado do país hoje. No São Paulo valeria a pena tê-lo de volta?

Dono de um bigodinho estiloso, o carismático lateral esquerdo Reinaldo tem tido motivos de sobra para sorrir na atual temporada. Destaque da Chapecoense, ele foi peça fundamental na conquista do Campeonato Catarinense e chegou a ser especulado no Corinthians.

Diante de tudo isso é curioso que a tabela do Brasileiro reservou para esta quinta-feira o duelo justamente contra o São Paulo, equipe pela qual ele passou por dificuldades e ainda tem vínculo.

“É um ano muito especial para mim. Espero que acabe assim com a Chape na primeira divisão. Tivemos um primeiro semestre maravilhoso, fomos campeões e dentro de campo passamos para as oitavas na Libertadores [o clube, porém, acabou eliminado na fase de grupos pela escalação irregular de Luiz Otávio]”, disse, ao ESPN.com.br.

“No segundo semestre demos uma caída e agora estamos voltando. É um prazer jogar aqui porque fomos muito bem acolhidos. Esperamos continuar assim até o fim da temporada porque essa cidade merece”, projetou.

Desde janeiro na Chapecoense, Reinaldo tem se destacado especialmente na parte ofensiva. Os números obtidos por ele neste ano impressionam: em 59 jogos, fez 8 gols e deu 14 assistências.

“Sabemos que temos volantes como o Amaral e o Moisés que nos cobrem muito bem. Quando subimos ao ataque temos muita segurança. Sempre teremos alguém no setor. Pedem para eu subir mesmo porque saem muitos gols tanto do meu lado quanto do Apodi quando atacamos”, analisou.

Defensivamente, Reinado também não tem deixado a desejar. É o terceiro lateral esquerdo com mais desarmes neste Brasileiro (veja tabela abaixo).

Com o bom desempenho na temporada, o jogador foi cogitado para voltar ao São Paulo e teve seu nome ligado ao Corinthians.

“Tem esse burburinho e vai chegando o fim da temporada começa a especulação. É fruto de um bom trabalho (risos). Tenho contrato no São Paulo e estou focado na Chape. O que for bom para mim, para a Chape e São Paulo nós vamos resolver. Deixo tudo para o São Paulo e meu procurador resolverem”, explicou.

Do frigorífico para o São Paulo

Natural de Porto Calvo, em Alagoas, Reinaldo começou tarde no futebol profissional. Antes disso, ele precisou trabalhar como feirante, servente de pedreiro e até abatedor de aves em um frigorífico.

“Tive que matar muita galinha na vida já (risos). A gente pegava pela asa e dava uma pancadinha na cabeça, colocava dentro de um funil e puxava a cabeça dela para escorrer o sangue. Depois, ia para água quente e na máquina tirar as penas e as tripas. Deixava bem preparada e dentro de uma sacola”, explicou.

“Eu enjoei de comer galinha naquela época. Agora está ‘de boa’ porque não preciso mais matar. Ainda bem (risos)”, relatou.

Amigo de infância de Willian José, hoje atacante da Real Sociedad-ESP, Reinaldo só foi se aventurar nos campos depois do sucesso do conterrâneo no futebol paulista.

Após convencer a mãe, ele abandonou o emprego no frigorifico, aos 18 anos, e foi tentar a sorte no Atlético Sorocaba-SP.

Depois disso, passou por Penapolense-SP, Paulista-SP e Sport antes de chegar ao São Paulo, em 2013. Após ter um bom começo, ele perdeu espaço na equipe do Morumbi.

“No São Paulo tive um ano muito bom quando cheguei. Depois, fiquei revezando na lateral com o Álvaro Pereira e não tive sequência. Todos os jogadores precisam de sequência de jogos para mostrar a capacidade. Na Ponte e na Chape eu tivesse confiança e sequência de jogo. As coisas estão fluindo”, analisou.

Sofrendo com críticas no São Paulo e contestação nas arquibancadas, o atleta foi emprestado no ano passado para a Ponte Preta. Após se destacar, foi para a Chapecoense e manteve o bom futebol. Com isso, ganhou o apelido de “Kingnaldo” da torcida.

“Tem um pessoal que me chama de King [rei em inglês] por aqui (risos). Entre os companheiros é mais Rei mesmo”, divertiu-se.

‘Marquei o Messi’

Pela equipe de Chapecó, Reinaldo enfrentou no meio deste ano o Barcelona pelo Troféu Joan Gamper em pleno Camp Nou.

“Foi um jogo dos sonhos para nós. Jogava muito com esses caras no videogame e foi uma experiência incrível. Vivi esse momento intensamente. Só quando a bola rolou que a ficha caiu (risos)”, disse.

O lateral esquerdo teve a chance de marcar de perto o craque Lionel Messi.

“Ver o melhor do mundo jogando do meu lado foi especial. Quando a bola caía no pé dele eu só ficava marcando, empurrando e tentando desarmá-lo. Mas é difícil (risos)”, admitiu.

Andrés Iniesta foi outro jogador que dentro de campo impressionou o brasileiro.

“Ele sempre está com a bola no pé fazendo alguma jogada bonita. Teve uma hora que deu um domínio de bola que foi coisa de outro mundo. Para o Messi jogar, tudo passa pelo Iniesta”, contou.

Durante esta temporada, a Chapecoense passou por vários altos e baixos. A equipe teve quatro treinadores e luta contra o rebaixamento no Brasileiro. É atualmente a 14ª colocada, com 40 pontos.

Com o técnico Gilson Kleina, já são quatro partidas de invencibilidade, com duas vitórias e dois empates.

“O professor Kleina veio falar para termos espírito de vencedor. Não podemos perder. Conseguimos marcar e ao mesmo tempo jogar. Nosso primeiro objetivo é tirar a equipe da zona da degola para depois vermos coisas maiores”, finalizou.

ESPN

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