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Um ano após não receber boa tarde, Carille ganhará presente do São Paulo

O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista entre São Paulo e Corinthians no ano passado rendeu polêmicas. Muito mais do que a vitória tricolor por 1 a 0, um assunto que dominou as redes sociais foi a reclamação do técnico Fábio Carille por não receber boa tarde do então treinador tricolor, Diego Aguirre. Neste primeiro retorno do comandante alvinegro ao Morumbi, no entanto, a história deve ser diferente. Antes da final do estadual, amanhã, às 16h, Cuca deve cumprimentá-lo e o clube deve entregar um kit para o adversário.

O departamento de futebol do São Paulo tem por princípio sempre receber os visitantes com respeito. Por reciprocidade, o tratamento dos corintianos na Arena, no jogo de volta também deve ser cordial. Segundo apurou o UOL Esporte, o Tricolor disponibilizará um conjunto de artigos para diretores e para o treinador adversário com camisa oficial de jogo, chaveiro, caneta, porta cartão e um livro com a história do São Paulo.

Em geral, é praxe do clube fazer a entrega destes kits para os visitantes. Apesar da rivalidade histórica entre as duas equipes, os dirigentes mantêm, dentro do possível, uma relação saudável. Por isso, a cúpula alvinegra deve conseguir acompanhar a partida no estádio – vale destacar que no Paulistão os clássicos têm torcida única.

Além de rusga com Aguirre, Carille no ano passado havia discutido com Nenê. Na ocasião, o são-paulino devolveu uma bola para a lateral após Emerson Sheik ser atendido. Carille gesticulou em direção ao jogador, que respondeu. Minutos depois, o meia marcou o gol são-paulino na partida e gritou em direção ao banco de reserva do Corinthians, gerando outro bate-boca. Porém, o que tinha tirado mesmo o treinador do sério era o uruguaio.

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“Dei uma dura nele sim [Diego Aguirre]. Ele passou na minha frente e não me cumprimentou. Isso me deixou muito chateado. Ele teve a cara de pau de falar que não me conheceu. Ele vai saber o tratamento que ele vai ter Arena. Sempre falo que técnicos estrangeiros podem vir desde que venham para acrescentar. Eu fiquei muito chateado. O cara que já trabalhou aqui [dirigiu Atlético-MG e Inter] e falar que não me conhece foi um desrespeito. Não tem panos quentes. Vamos ver no próximo jogo”, disse Carille, na época.

No jogo de volta de 2018, na Arena, os treinadores se cumprimentaram, trocaram kits e colocaram um ponto-final na discussão. Dentro de campo, o Corinthians garantiu a classificação nos pênaltis, após ganhar no tempo normal 1 a 0 no tempo normal.

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