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Vamos, clube da Fé!

A ansiedade é imensa. O peso de seis anos e quatro meses pode sumir em Itaquera nas próximas horas.Eliminações vexatórias, luta pra escapar do rebaixamento em 3 ocasiões, péssimas gestões, contratações estranhas, queda na qualidade dos profissionais que trabalham no clube e torcedores adversários tirando sarro da nossa cara.Nunca havíamos passado por essa situação e de forma inesperada, chegamos numa condição de superar tudo isso.
                   O planejamento para 2019 foi péssimo. Escolheram um treinador competente, mas inexperiente, tendo como desafio nos primeiros jogos uma fase eliminatória pela Libertadores. Soma-se a isso, uma inoportuna pré-temporadanos Estados Unidos, que não trazia ganho financeiro e prejudicava a preparação.
                    Houve contratações de impacto, como as de Hernanes e Pablo, mas a reformulação foi incompleta, poisalguns jogadores não deveriam permanecer e posições carentes não foram sanadas, como as laterais e pontas. Tudo issoresultou na eliminação contra o Talleres, um vexame histórico. Jardine caiu e como Cuca não foi liberado pelo médico, Mancini assumiu de forma interina. 
                     Jardine entregou o time pior do que recebeu de Aguirre, o ataque continuava ineficiente, mas o sistema defensivoestava vulnerável. Era quase consensual que o São Paulo cumpriria tabela e seguiria a sina dos últimos anos. Passar de fase e ser eliminado na semifinal. O nível de jogo melhorou um pouco, mas os resultados não eram bons. 
                      Havia uma parte da torcida que achava que o melhor era ser eliminado na fase de grupos e ter 40 dias para Cuca preparar o time do que ser humilhado no mata-mata. O empate contra o rebaixado São Caetano na última rodada foi deprimente.Foi aí que as coisas mudaram da água para o vinho.
                       Quatro dias depois, Mancini promoveu alterações inesperadas que foram decisivas.  Improvisou Hudsonna LD, melhorando a marcação pelo lado direito e colocou jogadores da base do meio pra frente: Luan, Liziero e Igor Gomes. Fizemos contra o Ituano a melhor atuação desde o 1º turno do Brasileiro passado e vencemos com autoridade. No jogo de voltaadministramos o resultado e matamos o jogo no contra-ataque.
                        Na semifinal enfrentamos o Palmeiras, com mais recursos técnicos e financeiros.

Fizemos um bom jogo n Morumbi,mas não conseguimos fazer gol. No jogo da volta, com Pablo machucado, jogamos sem centroavante, mas com jogadores levese movimentação conseguimos equilibrar o jogo. A se destacar a personalidade dos jovens e as defesas de Volpi na decisão por pênaltis.
                         No 1º jogo da final, tivemos a contusão em cima da hora de Liziero e Cuca colocou 5 jogadores com característicasofensivas. Mesmo assim criamos pouco na etapa inicial, devido a boa marcação do rival. Na etapa final, Hernanes entrou no lugar de Carneiro e o time melhorou. Houve bons chutes de média e longa distância, mas o placar continuo inalterado. 
                          Resta um jogo, num lugar em que nunca vencemos. Pra ser campeão, não precisamos vencer no tempo normal. Os problemas que nos levaram a ter um péssimo começo do ano continuam. Temos um presidente fraco, omisso nos bastidores, um departamento médico longe dos seus melhores dias, quando era exemplo na recuperação de atletas. Mas o São Paulo Futebol Clubenão é formado apenas por essas pessoas. Temos uma torcida que se juntou na adversidade, que paga 100 reais na arquibancada,jovens jogadores com técnica e personalidade e Vagner Mancini, que conseguiu entregar o time melhor do que encontrou.
                         Torcer para esse clube é um privilégio, independente da fase. Quando ele está bem, me faz esquecer dos problemas,quando ele está mal, torna as coisas mais difíceis de suportar. Torcer para o São Paulo Futebol Clube é acima de tudo uma demonstraçãode fé.
                         O adversário terá a torcida, o apito e o VAR amigo e a imprensa. O São Paulo terá o amor e a fé de 20 milhõesde torcedores, que te amam ternamente. Isso não é muito. Isso é tudo.
                           Avante,São Paulo. Avante, Clube da Fé!
                                               Rafael de Albuquerque        

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